SINOPSE



Há um momento em que todos nos cruzamos.


Na noite escura.


Quando perdes tudo o que há para perder, o que é que te faz continuar?


O teu pior?


O teu melhor?


O que te impede de te atirares da ponte na primeira oportunidade?


O que és capaz de fazer para sobreviver à mais terrível das dores?


Amas com as tripas de fora.


O que és capaz de fazer por amor?


Como é que sobrevives com o coração partido?


Quanto tempo dura um sentimento?


Tem prazo?


Já morreste de amor?


Não se pode viver sem amor.


O amor salva.


O amor mata.


O amor cura.


Há um Porto onde se morre de amor.


Há um clube onde tudo é permitido.


Imperatriz.


Vem.

NOTA DE INTENÇÕES


Fiz este filme porque acredito no amor.


Este filme é o resultado de um acto de amor entre dezenas de pessoas.


Fiz este filme porque escolhi viver com o amor como força vital, fazendo um esforço de empatia com os outros. A crença na partilha, no outro que é diferente de nós, no amor - no amor no sentido mais absoluto.


Fiz este filme com as cores do amor, não o amor cor-de-rosa dos contos de fadas da televisão, fiz com o amor-vermelho-sangue da vontade e do desejo, com o amor-sujo da dignidade da faca na liga, o amor-negro do abandono, o amor-roxo da rejeição, o amor-fogo dos que ardem, o amor-amarelo da partilha das noites de insónia, o amor-verde dos vómitos da bílis, o amor-castanho das tripas de fora, o amor-vermelho-escuro das hemorragias e dos recomeços.


As pessoas deste filme são sobreviventes como nós, já passaram os 25 e já lhes aconteceu quase tudo e mesmo assim não desistem e continuam a tentar, a falhar, a fazer tudo mal e a tentar de novo e a falhar de novo, mas continuam.


Porque a forma como vivemos uns com os outros é o mais importante - o amor é político.


Fiz este filme porque acredito que o amor é o contrário do ódio, porque o ódio, esse sim, é a força do capitalismo, odiar é sempre o caminho mais fácil, mais destrutivo, que nos leva ao poder à custa da exploração dos outros.


Fiz este filme porque neste mundo onde as nossas vidas são cada vez mais precárias,solitárias e frágeis temos que inventar e construir a forma como vivemos os nossos afectos e sim, a forma como amamos. O amor fere, o amor cura. O amor é curarmo-nos dos afectos onde dói mais.


Amar é sempre revolucionário.


O amor é "infinito-bravo".


RAQUEL FREIRE

ACTORES E EQUIPA


Margarida Carvalho

Sofia Marques

Miguel Moreira

Sandra Rosado

Gustavo Vicente

Ana Ribeiro

Gonçalo Amorim

João Garcia Miguel

Susana Vidal

Ana Brandão

Paula Marques

Márcia Breia

Mónica Calle

Vera Mantero

Ivo M. Frreira

Cândido Ferreira

Luís Miguel Felix


director de Fotografia - Mário Castanheira


direcção Artística - Maria José Branco


música Original - Rui Lima, Sérgio Martins


assistentes de Realização - Tomás Resende, Isabel Lebre


montagem de Imagem - Jackie Bastide, Rodolfo Wedeles


directora de Produção - Ana Pinhão Moura


caractrização e maquilhagem - Aracelli Fuente

Ana Ferreira


design de figurino - João Pedro Filipe, Story Taylors, Tenente


assistantes de guarda-roupa - Patrícia Dória,

Margarida Morins


chefe de produção - Nicolas Roussel, Ana Paula Cruz


assistante de imagam - João Pedro Plácido,

Paulo Silva


som - Pedro Melo, Tiago Matos


produzido por Paulo Branco

co-produzido por Gerardo Herrero


escrito e realizado por Raquel Freire




Portugal/Brasil/Espanha/França | 2008 | 100 | 1:1,85 | Dolby SRD


uma co-produção - CLAP FILMES (Portugal), TORNASOL FILMS (Espanha)


com a participação de MC / ICA - Instituto do Cinema, Audiovisual e Multimédia

RTP  Rádio e Televisão de Portugal

e o apoio de Instituto de Cinematografía y de las Artes Audiovisuales